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Faz 15 anos que você saiu do mercado da música, e quer voltar fazendo discos bolachão e tentando colocar seus sons no rádio? O pior é que você está certo: muita coisa mudou neste tempo.

“Faz 15 anos que eu não lanço um CD. O que mudou?”

Se você está fazendo essa pergunta, deixe eu te dar os parabéns por ter voltado ao mundo da música; bem-vindo a um novo jogo. Limp Bizkit e Creed não estão mais dando as regras (nem fazendo música). Will Smith parou de reeditar hists de discoteca dos anos 1970. E a maioria dos moleques de hoje em dia pensa que “Everlast” é só nome de pilha.

No lado bom, algumas coisas continuam familiares. O Eminem toca no rádio. Empresas gigantes do mal cuidam dos eventos maiores e das estruturas de venda de ingressos. A maioria das músicas é feita com a combinação das mesmas 12 notas. E os artistas ainda criam esperando que as pessoas escutem seu som.

Por fim, o tamanho da plateia de um artista depende (como sempre) de uma combinação de talento, carisma, esperteza, esforço e sorte. Esse aspecto do negócio deve ser familiar para você também.

Mas aqui vai uma lista com dez coisas que MUDARAM no mercado musical nos últimos 15 anos:

1. Monetarização gira em torno de experiência, não de vendas

Há uma década, monetarizar a música ainda se tratava de vender CD e de coletar royalties.

Os formatos mudaram, é claro, e vimos a tendência dominante mudar de vendas de CD a downloads de MP3 downloads e a “streaming” (através de serviços como YouTube e Spotify) — mas a questão central é: ganhar dinheiro com música não é mais convencer um fã a comprar algo.

Para muitas pessoas, a definição de propriedade mudou. Hoje o importante é o aspecto social da música. Você agora ganha dinheiro quando consegue fazer que seus fãs façam algo COM a sua música, como por exemplo:

* compartilhar com os amigos nas redes sociais

* adicioná-la a uma playlist do Spotify

* criar um vídeo no YouTube que use uma canção sua

* e mais

A moral da história: Não seja sovina com sua música. Deixe as pessoas terem elas, compartilharem elas, amarem elas, usarem elas.

2. A imprensa não é mais monofacetada

Anos atrás, só importava se escreviam sobre sua música alguns veículos, como Rolling Stone, SPIN, The Source etc. Essas revistas impactavam muito na recepção dos fãs a novos artistas ou novas músicas. Hoje em dia, há muitos outros veículos (online e fora da internet), atendendo a todos os estilos e nichos; então você tem uma chance maior de ter sua música na imprensa. Essas são as boas novas. A má notícia é que resenhas não são mais tão relevantes.

Por haver um quinquilhão de bandas e um quinquilhão de blogs escrevendo sobre as músicas (a sua inclusive), uma única resenha entrevista ou matéria não vai mais fazer tanto estardalhaço no mercado da música ou numa comunidade maior de ouvintes como tinha 15 anos atrás. Mesmo grandes sites de resenhas, como o Pitchfork, não têm mais varinhas mágicas para apontar para bandas. Muitas bandas de quem eles falaram muito bem não estão bem das pernas (em termos de renda), enquanto outras que eles desancaram estão muito bem das pernas.

A moral da história: A imprensa musical é mais diversa, e o poder está mais diluído.

3. “Radio” ganhou um novo significado

Ligue o rádio do carro e, sim a música ainda sairá do alto-falante. Mas rádio terrestre (que se propaga por ondas) administrado por empresas não é mais a única opção para ouvintes descobrirem novos sons. As músicas mais novas e animantes de todos os estilos estão sendo tocadas em outro lugar: rádio por satélite, estações online e serviços de música customizáveis, como a Pandora, em podcasts ou em outros lugares.

Para aparecer bem nas paradas do rádio, sendo um artista independente, você precisaria de um milagre ou dezenas de milhares de reais, o divulgador. Em comparação, não só é possível conseguir tocar em rádios por satélite, online e comunitárias, é também fácil conseguir isso! Mas, assim como meu argumento sobre a imprensa, tocar em qualquer uma dessas formas de rádio não vai garantir uma campanha comercial de sucesso.

A moral da história: Você provavelmente não será a próxima Katy Perry sem a ajuda de uma grande gravadora, mas, diferentemente de 15 anos atrás, você PODE ser bem tocado e conseguir uma bela base de fases através de rádios não comerciais.

4. Gravadoras são sua última opção

Há 15 anos, quase toda banda que queria alcançar um público maior queria — ou até precisava (a não ser que você fosse o Fugazi) — de um contrato com uma gravadora. Agora, a maioria das bandas entende que conseguem ficar bem financeiramente ficando independente, tendo direito a suas gravações mestre, mantendo os direitos autorais e determinando o rumo da sua própria carreira.

Artistas independentes espertos, tipo Macklemore & Ryan Lewis, conseguiram construir times de profissionais ao seu redor para fazer distribuição, publicidade, marcar shows e afins — tudo sem assinar um contrato convencional. Hoje em dia, o artista É a gravadora.

Moral da história: Ser sua própria gravadora é duro, mas você colhe todos os frutos.

5. E-mail é mais importante que redes sociais

Se você estivesse fazendo música 15 anos atrás, é capaz que já tenha uma lista com e-mails dos seus fãs. Mas você perdeu (pelo menos no aspecto de negócios da música) o auge e a decadência do MySpace, assim como o aumento e a decadência do interesse pelo Facebook como ferramenta de marketing de música. Esses dois exemplos mostram que modas de redes sociais que vão e vêm, hábitos de internet mudam, mas o e-mail é para sempre. É por isso que construir uma lista de e-mails deve ser sua prioridade número 1. E um dos melhores lugares para começar a construir sua lista de e-mails é seu próprio site, um lugar onde VOCÊ controla e experiência do usuário.

Moral da história: A relação entre você e seus fãs deveria pertencer a… você e seus fãs — NÃO a alguém no Vale do Silício.

6. Seus fãs podem te ajudar a custear suas gravações, vídeos e turnês

… e eu não digo só comprando seus CDs, ingressos etc.

Plataformas como Kickstarter, PledgeMusic, RocketHub e IndieGoGo agora facilitam que artistas levantem dinheiro para seus projetos. O conceito é esse: muitos fãs fazem pequenas doações que, somadas, geram uma quantia significativa de dinheiro. Parece uma forma de mendigagem gloriosa? Repense. Crowdfunding (especialmente quando é para projetos de discos)  é basicamente um jeito de os fãs, amigos e família pré-encomendarem sua música. Além de que, eles têm a oportunidade de demonstrar seu apoio, sentir-se satisfeitos por te ajudar a trazer sua música ao mundo E receber regalos bacanas como retribuição sua.

Moral da história: Você não precisa se endividar com uma gravadora (aceitando dinheiro de adiantamento para gravar e fazer turnê) para conseguir levar sua música para o mundo. Agora seus fãs podem te ajudar a pagar a conta — e os direitos autorais continuam sendo seus.


7. As pessoas estão fazendo em seus computadores músicas tão boas quanto as gravadas em estúdios em 1960

Tecnologia! Você não precisa mais de uma sala enorme, uma mesa de mixagem gigante e um microfone de R$ 10.000 para criar gravações mágicas. É claro que nada supera os ouvidos treinados e a experiência de um ótimo engenheiro de som, mas ferramentas digitais e agora acessíveis às pontas dos seus dedos, VOCÊ cria essas capacidades de engenharia e de produção. Às vezes, as ferramentas de que você precisa cabem em um iPad, então você não precisa mais alugar um estúdio enorme.

Moral da história: gravar em casa ainda requer um ótimo ouvido, mas se você está disposto a colocar seu trabalho nisso, você pode fazer por conta própria um álbum que soe tão bem quanto tudo o que você ouve no rádio (exceto por alguns clássicos dos anos 1970, que nunca serão superados em qualidade por ninguém, em lugar nenhum, nunca ; ).

8.Sua música pode ser usada em filmes, na TV em comerciais e em videogames

Há 15 anos era praticamente inédito que um grande filme, programa de TV ou produtores de videogames usassem músicas desconhecidas em seus projetos. Agora isso é norma. Licenças de sincronização se tornaram uma das melhores maneiras de artistas independentes para ganhar dinheiro, seguidores e estabelecer a credibilidade de que precisa. O lado ruim disso é que, como em todas as oportunidades, TODO MUNDO está tentando fazer isso — então há muita competição por aí. E quando a oferta é grande, o dinheiro que você recebe por cada uso tende a ser menor, porque há milhões de outros que gostariam de ter essa exposição. Entretanto, no caso da TV, você começa a ganhar mais dinheiro na forma de royalties de execução a cada vez que um programa que usa sua música for ao ar.

Outra consideração sobre licenciamento e sincronização é que não importa a idade das suas músicas. Diferentemente de rádios onde DJs tendem a preferir lançamentos ou clássicos, produtores de áudio que escolhem as músicas para filmes e para TV não se importam com a idade da sua música (ou se ela já foi lançada comercialmente); eles só se importam se a música combina com a cena.

Moral da história: Todo seu catálogo de canções gravadas pode ganhar taxas de sincronização, então é uma boa ideia que TODAS as suas músicas estejam num catálogo de licenciamento.

9. O YouTube pode ser mais importante que qualquer outra coisa na sua carreira musical além de você mesmo, é claro.

O YouTube se tornou a ferramenta número 1 para a busca de novas músicas. É também a plataforma predileta do público mais jovem para ouvir música. Além do mais, o YouTube facilita compartilhar seus vídeos nas redes sociais. Como alguém que ficou distante por uns tempos, você vai querer colocar todas suas músicas no YouTube; ou estará perdendo outra oportunidade de lucrar com seu som (na forma do programa de anúncios YouTube ad revenue). Você não precisa fazer uma dúzia de videoclipes chiques, mas deveria ao menos começar a pensar em subir vídeos com a música e arte do álbum, bem simples, para cada canção.

Moral da história: o CD Baby  já pagou mais de um milhão de dólares em lucro com anúncios do Youtube a seus artistas independentes (alguns artistas chegam a ganhar US$ 40.000); você também deveria estar ganhando dinheiro no YouTube.


10. Para os artistas de hoje, várias pequenas fontes de renda se juntam formando um rio

Como eu disse acima, a monetarização da música, cada vez mais, está ligada a tornar seu som uma experiência  — e sites sociais de música tipo Spotify e YouTube estão facilitando para seus fãs compartilhar sua música. Quanto mais sua música for compartilhada, mais dinheiro você ganha.

Dito isso, há bilhões de pessoas no mundo que preferem comprar CDs e milhões de outras que preferem disco de vinil (sim, vinil — voltou), então você obviamente quer continuar oferecendo sua música em formatos físicos — especialmente se você tem estoques que sobraram de anos atrás. Para se somar à renda da venda de músicas, no formato virtual, no real e no “streaming”, você deveria também  estar ganhando royalties globais (inclusive  royalties mecânicos), tentando achar lugares de uso para sua música em comerciais e TV, fazendo turnês, fazendo crowdfunding e procurando patrocínios e parcerias com marcas que pensem como você.

Moral da história: Para citar um clichê do mundo dos investimentos, “diversifique!” Como artista independente, você tem MAIS oportunidades hoje de ganhar dinheiro do que nunca. Mas não há uma só estrada que leve ao sucesso; não existe um só jeito de financiar sua carreira.  Você precisa tirar proveito de todas as oportunidades de renda. Somadas, elas podem dar em algo grande.

Tenho certeza que muitas outras coisas também mudaram, mas esse foi só um curso-relâmpago para colocar você de volta ao mercado da música rápido.

Autor: Chris Robley / Fonte: Somos Música

Dependendo do ponto que você esteja da sua carreira, seu nome artístico ou o nome da sua banda pode ser tão fácil quanto mudar o nickname de algumas redes sociais ou tão difícil quanto destruir todos os vestígios de sua encarnação passada e humildemente recomeçar do zero. Tomara que você nunca tenha que mudar seu nome, mas aqui vão algumas razões que podem te obrigar a isso: 

Você descobre que outra banda usa o mesmo nome. 

É claro que isso acontecia mais antes do advento da internet. De um jeito um pouco menos claro, esse problema ainda acontece. Os esquisitões do metal sueco Ghost recentemente mudaram seu nome para Ghost BC como resultado do que chamaram de “razões legais.” Eles são a 32ª banda no Discogs a usar esse nome, então presumo que uma das 31 que vieram antes exigiu que eles abandonassem o nome. 

E daí vêm os casos de bandas como o Suede e The Charlatans, que não tinham problema nenhum no Reino Unido, mas assim que chegaram aos EUA descobriram que não tinham os direitos sobre os próprios nomes. Você pode ter ouvido falar deles como The London Suede e The Charlatans UK. Nomes não tão pegajosos. 

Faça uma pesquisa no Google para saber se tem alguém usando o nome que quer! 

Você vai economizar muito trabalho e encheção de saco para o futuro. 

Você se dá conta que o nome que escolheu é horrível. 

Você acha que o Radiohead teria conquistado o mundo da música usando seu nome original, On a Friday? Bem, talvez. O som deles é muito bom. Mas On a Friday é nome de banda do colegial, se eu tivesse tido uma, e a gravadora do futuro Radiohead viu isso e fez eles mudarem de nome. Muitas bandas tiveram de – ou escolheram – fazer isso, e eles provavelmente estão felizes por terem feito. Você acha que Red Hot Chili Peppers é um nomão? Tente falar Tony Flow and the Miraculously Majestic Masters of Mayhem. 

Você descobriu que é inGoogleável 

É claro que você pode dar à sua banda o nome Comida (e eu aposto que já aconteceu muitas e muitas vezes), mas boa sorte em conseguir que as pessoas te encontrem na internet. Isso sem contar com a luta que vai ser conseguir um URL decente para seu site, um endereço de Facebook etc. Você pode achar isso tudo um pouquinho demais e optar por um nome mais fácil de usar em ferramentas de busca. Posso sugerir The Food UK? 


Seu nome deixou de refletir sua música e impede você de ter mais ouvintes. 

Uma banda de Portland, EUA, se chamava Starf*cker e decidiu mudar seu nome em 2009, se tornando por um curto período PYRAMID, depois Pyramiddd, e depois voltaram ao primeiro nome. O rapper Killer Mike virou Mike Bigga por uns tempos, uns anos atrás, mas daí também voltou atrás. Ambos artistas provavelmente sentiram que o significado pejorativo de seus nomes estava os puxando para trás, mas quando você está num nível de popularidade alto, como eles estavam, já é tarde demais e não dá para segurar. 

O que nos leva à real questão deste post: como você consegue bancar uma mudança? E como você faz de um jeito que seus fãs respeitem e aceitem essa mudança? Pode ser difícil, mas não é impossível. Aí vão algumas dicas: 

Conte às pessoas por que você está mudando seu nome e já conte com críticas.

Fãs e amigos vão querer saber por que você está fazendo essa mudança, então conte para eles. Seja por questão legal, de carreira ou pessoal, eles vão entender. Pode ser que eles não amem a ideia logo de início, mas permaneça forte com sua decisão. São fãs vão se acostumar. 

Use a mudança como desculpa para fazer uma festa ou um show. 

“A Food é agora a The Food UK! Venha comemorar nosso rebatismo e leve uma camiseta com nosso novo nome e logo!” Boom: você transformou uma situação que podia ser constrangedora em motivo de festa, e é um jeito ótimo de dar a notícia.

A não ser que você tenha recebido ameaças de processo, deixe suas coisas antigas por aí por algum tempo. 

As pessoas ainda tentarão te achar pelo seu velho nome, então deixe aqueles sites e perfis viverem mais um pouco. Só se certifique que os velhos sites deixam claro que você mudou de nome e tenham links para suas páginas novas. Ou apenas redirecione o seu velho site para a página nova e faça seus leitores economizarem um clique. 

Esteja preparado. 

Se você quer que isso role suavemente, tenha certeza de que está tudo bem amarradinho. Fazer a transição das coisas devagar (especialmente de coisas que estão on-line) durante algumas semanas só vai aumentar ainda mais a confusão. Planeje-se, e quem faz suas coisas, para colocar no ar as coisas novas e deletar as antigas de uma só vez. 

 Fonte:somosmusica


Seis razões pelas quais você precisa de um flyer para seu show: 

1. Nem todo mundo está no Facebook (ou no Twitter, G+, ou qualquer outro)
Por mais que os eventos do Facebook sejam uma ferramenta de divulgação importante, você não pode confiar apenas em um convite feito por evento e alguns tweets para divulgar seu show. E mesmo as pessoas que ESTÃO nas redes sociais e poderiam ir ao seu show podem não estar te seguindo no Facebook ou no Twitter para ouvir seus importante anúncio. 

2. Você vai conhecer gente nova
Quando você distribui panfletos ou pendura pôsteres pela cidade, é inevitável que puxe alguns papos, conheça gente interessante e trombe com alguns fãs de música que estão dispostos a ouvir uma banda da qual eles nunca ouviram falar, só porque eles te conheceram na rua naquele dia. 

3. Eles realmente lembram as pessoas do seu show
Você se lembra de todo evento de Facebook para o qual foi convidado? É claro que não. Mas, se tiver um panfleto na porta da geladeira, é mais provável que você se lembre do evento. 

4. Os panfletos documentam a cultura
É claro que você pode ter uma galeria de fotos no Facebook com todos seus panfletos e pôsteres, mas não há nada como ver o nome da sua banda em meio aos nomes de todas as atrações da noite — ou ter todos os pôsteres da sua história pendurados na parede do seu estúdio, no porão. 

5. Mostra para as outras bandas que você se importa
Bandas querem tocar com outros artistas que se promovam bem. Se você vem tentando conseguir um show de abertura para uma banda maior na sua cidade, eles podem te conhecer de flyers e ir atrás de você 

6. Mostra PARA TODO MUNDO que você se importa
Os fãs. Os promoters. O diretor artístico de casas noturnas. Até para desconhecidos. 


Quando você se esforça para se promover, as pessoas te levam a sério. Vai saber o porquê! Você projeta e imprime panfletos e pôsteres para seus shows? Conte para a gente. É só entrar em contato conosco.

 Fonte: http://somosmusica.com.br
author
Marcelo Boratto
Produção de Áudio | Captação | Edição | Mixagem | Masterização